quinta-feira, dezembro 11, 2008

UM TESTE DO "PODER" DOS CRISTAIS

Muita gente acredita em todo tipo de bobagem esotérica (ou exotérica já que a maioria nem sabe a diferença)
http://pt.wiktionary.org/wiki/exotérico
http://pt.wiktionary.org/wiki/esoterismo
É curioso como as mesmas pessoas que acreditam em bobagens esotéricas, pseudo-cientificas ou misticóides, costumam duvidar da Ciência... a mesma Ciência sem a qual a dita pessoa talvez nem existisse (compare o índice de sobrevivência de récem nascidos e também a estimativa de vida na idade média com o atual...).
Se algum fenômeno natural desperta desconfiança é sempre possível testar. Por definição não existe fenômeno "não natural" portanto qualquer suposto fenômeno "sobrenatural" ou "paranormal" deve ser natural e consequentemente passível de teste...
Neste post você poderá ver o teste feito por James Randi o ilusionista que se especializou em desmascarar fraudes:

http://www.gluon.com.br/blog/2008/12/10/poder-dos-cristais-um-teste/


Duas observações:
1 - você pode duvidar do teste - mas note como ele é simples, então, faça você mesmo.
2 - e essa vai para um público bem específico: sua empresa talvez bloqueie acesso ao youtube então você vai continuar acreditando no poder dos cristais, quem sabe em gnomos, elfos, fadinhas... vai ver é isso que "a empresa" quer...

quarta-feira, outubro 08, 2008

Prêmio Nobel de Física 2008

Trabalho sobre a quebra da simetria em partículas fundamentais rendeu o prêmio Nobel de Física para três pesquisadores japoneses.

Leia mais aqui:

Educacional Blog de Física

Nobel Prize

Chi vó non pó

quarta-feira, setembro 10, 2008

O Grande Colisor de Hádrons entrou em funcionamento

... e o mundo não acabou, garantem os pesquisadores.

Começou o maior experimento científico do mundo. O Large Hadron Collider (LHC), construído pelo Centro Europeu de Física de Partículas (Cern) na fronteira entre Suíça e França, finalmente começou a operar.

Construído durante duas décadas, com a colaboração de cientistas de 181 institutos de pesquisas de diversos países, o LHC é um acelerador de prótons com 27 quilômetros de comprimento, situado a 100 metros abaixo da superfície.

O LHC é formado por seis experimentos, dos quais os principais são o Alice (A Large Ion Collider Experiment), o LHCb (LHC Beauty), o Atlas (A Toroidal LHC Apparatus) e o CMS (Compact Muon Solenoid).

Fonte: Agência FAPESP


Veja também:

LHC por dentro.

Uma animação de como vai funcionar o LHC.


Blog "Muitas Coisas" - Explicando o LHC.


Notícia na BBC Brasil


Quer participar do projeto? Você pode: Ligue seu computador ao maior experimento da História.
Ou aqui: LHC AT HOME

Acesse a página oficial do projeto.

Blog Xis-Xis - O LHC foi ligado hoje.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Blogs de Ciência

Eu leio blogs todos os dias, especialmente humor, quadrinhos e, é claro, ciência. Há muitos blogs de ciência na blogosfera, mesmo em língua portuguesa.
Eu recomendo os seguintes:

Blogs de Ciência - Este é um portal para blogs de Ciência, e a lista de blogs é grande o bastante para agradar a todos os interessados.

Física na Veia! - Obviamente para quem gosta de Física, útil também para quem quer ou precisa estudar essa disciplina.

Glún Blog - este abrange uma extensa lista de categorias o que leva a uma grande variedade de assuntos.

Brontossauros no meu jardim - Para quem gosta de Biologia (como eu). O autor se inspirou em sua paixão de criança - os dinossauros especialmente o brontossauro, para criar o título do blog - por isso foi interessante ver este post do dia 21 de julho: "Dinossauro no meu museu." Eu tinha visto o vídeo inicialmente no Glúon Blog http://www.gluon.com.br/blog/2008/07/25/museu-dino/
E reproduzo aqui. Parece um "viral" (um tipo de marketing comum na internet) para chamar a atenção para o museu de história natural de Los Angeles. Eu me diverti vendo a reação das crianças frente a frente com o dino.






Extinct, my ASS! from The Original Joe Fisher on Vimeo

quarta-feira, julho 30, 2008

quinta-feira, julho 17, 2008

Pergunta recebida de um aluno.

"A força de atrito sempre irá causar um trabalho resistente. Mas no caso de uma situação de arrasto, onde temos um corpo qualquer em cima de uma folha e essa folha é puxada rapidamente ?"


Bem, vamos analisar a situação:
Temos uma folha de papel sobre uma superfície plana. Sobre a folha um objeto.
Puxando rapidamente a folha podemos retirar a folha sem mover o objeto.
Vamos supor que a folha foi puxada para a direita.
No referencial da superfície de apoio (que podemos supor fixa em relação à Terra) o objeto não se move, no caso ideal pois na prática move-se um pouco.
No referencial da folha de papel quem se move são o apoio e o objeto, ambos para esquerda.

Analisando então a força de atrito:

No referencial do apoio (ou seja, da Terra):
A força de atrito do objeto sobre a folha é orientada para esquerda.
A força de atrito da folha sobre o objeto é orientada para a direita.
No entanto essa força de atrito age por um intervalo de tempo muito curto. Assim o objeto, mesmo sendo puxado não vai se deslocar de forma perceptível, pois ao mesmo tempo em se desloca para a direita, ele cai de uma altura igual à espessura da folha de papel. Ao "cair" essa altura, o objeto toca o apoio, onde há nova força de atrito que o faz parar.

No referencial da folha de papel:
Como eu disse, nesse referencial, o apoio e o objeto se movem para esquerda.
Sobre a folha de papel existem duas forças de atrito. A força de atrito da superfície e a força de atrito do objeto - ambas agem para esquerda. Veja bem, as forças de atrito sobre a folha têm o mesmo sentido do movimento do apoio e do objeto.
Sobre o objeto existe uma força de atrito para direita - sentido oposto ao do movimento.
Sobre o apoio existe uma força de atrito para direita - sentido oposto ao movimento.

Portanto independente do referencial que você decida analisar o problema a força de atrito da folha sobre o objeto tem sentido para direita e a força de atrito do objeto sobre a folha tem sentido para esquerda. Portanto podemos continuar afirmando que a força de atrito tem sentido contrário ao do movimento relativo.